Os benefícios da cozinha afetiva para pais e filhos

Conforme estudo publicado no Journal of Positive Psychology, adotar práticas
simples e diárias – como o preparo de um bolo ou uma massa, por exemplo – eleva
nossa felicidade e traz inúmeros benefícios.

Imagem: criado por Freepik


“Cozinhar para pessoas queridas pode aumentar a sensação de bem-estar,
contribuir para o alívio do estresse e fazer você sentir que fez algo de bom, o que
pode aumentar seu significado na vida e a conexão com outras pessoas”, afirma
Donna Pincus, da Universidade de Boston. Percebemos, então, que há um valor
simbólico em cozinhar com a família. Além do mais, a comida carrega consigo um
significado emocional muito grande: esses momentos são importantes para a
criação de memórias afetivas e de tradições gastronômicas.
E onde os pequenos entram nessa receita?
Mais do que uma simples tarefa doméstica, cozinhar com as crianças ensina muito
a elas. Além de estimular sua autonomia e responsabilidade, é no momento do
preparo das refeições que muitas famílias encontram um tempinho de conexão e
pausa na correria, criando ricas memórias que serão transmitidas de geração em
geração. Afinal, quem não tem um carinho especial pela macarronada de domingo
preparada pela mãe? E por aquele bolo de fubá preparado pela avó?
A seguir, você confere alguns dos ganhos que a cozinha pode proporcionar às
crianças:

Estimula uma alimentação mais saudável

Ao preparar a nossa própria refeição, tendemos a prestar mais atenção à qualidade
daquilo que consumimos. Logo, inserir os pequenos na rotina culinária desperta o
seu interesse pela comida de verdade, pois o momento da refeição se tornará o
orgulho da criança devido à sua participação na preparação do alimento.
Dividir o momento do preparo das refeições com as crianças pode ainda ajudar na
questão da seletividade alimentar, um problema enfrentado por muitas famílias tanto
durante a fase de introdução da alimentação, quanto depois que a criança já atingiu
certa idade mais avançada – e que pode nos acompanhar mesmo na fase adulta.
Ao participar do preparo de um prato, a criança pode considerar mais divertido o ato
de provar um novo ingrediente.

Ensina noções de medida

Durante o preparo das receitas, os pequenos podem ter um contato mais palpável e
prático com aquelas noções que aprendem na escola, como pesos e medidas. É
importante que os responsáveis estimulem as comparações entre quilos e gramas,
litros e mililitros, por exemplo, mostrando xícaras, colheres e medidores.
Existem no mercado livros de receitas pensados especialmente para os pequenos
cozinheiros, sendo um ótimo exemplo o Cozinhando com a minichef Serena. Com
uma linguagem simples e com muita descontração, Serena ensina o passo a passo
de receitas fáceis e saudáveis. A pedida perfeita para unir aprendizado a refeições
deliciosas e carregadas de afeto.

Encoraja a ter organização e responsabilidade

Ao participar do preparo das próprias refeições, as crianças começam a ter
autonomia sobre o que consomem, pois percebem que são capazes de realizar
algumas atividades e sentem que os pais e/ou educadores e familiares confiam
nelas para tal tarefa. Além disso, ao ajudarem na cozinha, as crianças passam a
valorizar e ter afeto por mais este trabalho que, na maioria das vezes, é realizado
pelos adultos.

Estabelece um vínculo afetivo

E falando em afeto, segue uma sugestão: que tal, ao invés de preparar o jantar
enquanto as crianças jogam videogame, convidá-las para fazer parte desse
momento que pode ser tão rico e carregado de histórias?
Além disso tudo, o preparo das refeições pode ser um momento oportuno para a
transmissão de valores e conversas, sobretudo se a receita for uma tradição de
família. Afinal, além de pratos e lanches gostosos, o resultado de toda essa
atividade será muito mais afeto envolvido, inclusive entre os membros da família.
É importante lembrar que tudo o que a criança aprende durante essa fase vai
acompanhá-la por toda a vida. Esses momentos vão compor as memórias afetivas
desse adulto no futuro.
Ainda, saber cozinhar é essencial para qualquer pessoa, não é mesmo? Seja
menino ou menina, de qualquer profissão, classe social ou região em que morar,
todos precisamos comer. E comer bem é uma delícia! É assim que você prepara o
seu filho para ser um adulto muito mais independente.

Cozinhar é só um jeito diferente de amar

Para finalizar, um último lembrete: para que toda essa experiência seja de fato tão
rica e prazerosa, os momentos dos pequenos na cozinha devem ser carregados de muito afeto – palavra-chave desse artigo –, diversão e alegria. Afinal, cozinhar pode
render deliciosos momentos que serão lembrados por muitos e muitos anos.


“Delícia mesmo é comer nossa comida favorita ao lado de quem a gente ama.”

Mayara Benatti

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